sábado, 29 de maio de 2010


Equoterapia faz milagres no Regimento de Cavalaria da PM




Inclusão social, prazer em servir, promoção do bem e emoção. Assim, pacientes definem o trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, em parceria com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - Fhemig e Secretaria Estadual de Saúde, no Centro de Equoterapia do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes - CERCAT.



A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo como um meio de alcançar objetivos terapêuticos, pois age simultaneamente no sistema orgânico e psicológico, além de beneficiar o comportamento social. Segundo o Comandante do RCAT, Tenente-Coronel Alexandre, no CERCAT são atendidos praticantes portadores de deficiências físicas ou necessidades especiais.



A Polícia Militar oferece a equoterapia há mais de 10 anos, mas, desde 2005, a atividade é oficialmente regulamentada pela Associação Nacional de Equoterapia(Ande). É o único centro que oferece o método na Região Metropolitana de Belo Horizonte(RMBH).



Coordenado pelo Tenente Fernandes desde 2007, o Centro conta, hoje, com uma equipe multidisciplinar, formada por dois médicos, um psicólogo, um terapeuta ocupacional, um fonoaudiólogo, três fisioterapeutas, um auxiliar administrativo e sete policiais militares, como auxiliares guias. Os pacientes recebem atendimento uma vez por semana.



GRATIFICAÇÃO





Basta andar pelo Centro para perceber o envolvimento, a dedicação e o carinho que a equipe de profissionais trata os praticantes. O Tenente-Coronel Alexandre classifica o trabalho como sendo um dos cartões postais da PM. "Trabalhamos e acolhemos os problemas e necessidades das famílias", pontuou.



Falar do CERCAT é sempre motivo de muita emoção para o Tenente Fernandes. "Eu estou muito satisfeito em ser útil, em ajudar pessoas, de diferentes camadas sociais, com tantas dificuldades. Vejo na equoterapia a oportunidade da PMMG demonstrar que ela está totalmente voltada para a promoção do bem-social", enfatiza o Oficial.



Com 30 anos de RCAT e despedindo-se da ativa na próxima sexta-feira, 13, o Cabo Camilo, que acompanhou toda a evolução do CERCAT, fala, emocionado, sobre o trabalho que desenvolveu na PM. "Quando comecei, tinha apenas a escolinha, hoje contamos toda a estrutura necessária. Ver de perto a mudança nas pessoas é motivo de muito orgulho para mim."



RESULTADOS





Há quatro anos e meio no CERCAT, a Fisioterapeuta Ana Paula Godinho diz que não tem palavras para descrever como é gratificante trabalhar com equoterapia. "Ver o sorriso, o brilho nos olhos dos pacientes, em cada movimento, em cada meta alcançada, é indescritível. Se com os metódos convencionais de reabilitação o paciente sente dor ou não tem motivação, aqui ele pode evoluir de forma prazerosa", Observa.



Para a Fonoaudióloga Flaviana Gomes da Silva, também há quatro anos no Centro, o trabalho com animais potencializa o tratamento que é realizado no consultório. "O mais interessante na atividade é abordar a relação do praticante com o cavalo, no sentido de construção de uma linguagem", ressalta Flaviana. Ela trabalha com praticantes com deficiências de diversas naturezas, como paralisia cerebral e altismo.



"O CERCAT não é bom, é maravilhoso." Com estas palavras, o praticante Dênis Barbosa Cintra, de 31 anos, define o Centro. Dênis, que em 2004 perdeu o movimento das pernas e se locomove em uma cadeira de rodas, faz equoterapia há apenas três semanas e já nota a melhora na sua reabilitação.



"O mais importante é que não é um trabalho mecânico, porque colocar alguém em um cavalo não é difícil, mas colocar amor, atenção e dedicação exige muito mais, e é isso que eu encontro no Centro. Sou muito bem tratado e acredito que conseguirei me reabilitar e alcançar minhas metas", ressaltou.



COMO INGRESSAR



Para ser atendido no CERCAT, o interessado, com mais de três anos, portador de deficiência se inscreve no Centro (Rua Platina, 580, Prado - Belo Horizonte) e aguarda.



"Hoje, temos 516 inscritos e 216 sendo atendidos, portando 300 pessoas ainda aguardam na fila", informa o Tenente Fernandes. Ainda segundo o Oficial, são feitos 30 atendimentos por dia, entre 8h e 12h. O Tenente-Coronel Alexandre esclarece que o atendimento da fila é por ordem de chegada.



Quando chega a sua vez, o paciente apresenta a documentação médica necessária e passa por uma bateria de exames. Ele é avaliado pela equipe multidisciplinar que verifica se o futuro praticante se adequa ao tratamento e qual a real eficácia do método para o tipo de deficiência apresentada.



"O paciente fica no mínimo dois anos no Centro e, durante esse período, ele é constantemente avaliado. Após esse tempo, a equipe se certifica se paciente recebe alta ou não. Por isso, temos uma grande procura, pois cada caso é um caso e não temos como mensurar o tempo exato do tratamento de cada praticante. Pode ser mais rápido ou mais demorado", explica o Tenente. De acordo com o militar, a melhora no quadro clínico dos pacientes chega a 80%.

Cavalaria de Minas



Regimento Regular de Cavalaria de Minas

O Regimento Regular de Cavalaria de Minas é considerado a célula-máter da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, quando da criação do 1º Regimento Regular de Cavalaria de Minas, em 9 de junho de 1775, na antiga Vila Rica, atual Ouro Preto, no distrito de Cachoeira do Campo, então chamado Quartel dos Dragões D'El Rey, onde serviu o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes.



Este local é considerado um dos berços da liberdade do Brasil, pelo importante papel na Inconfidência Mineira. Tinha por objetivo principal, garantir a lei e a ordem nas atividades de exploração do ouro a cobrança de impostos. A referida construção, ainda intacta, abrigou o Colégio Salesiano Dom Bosco, e hoje, tem sua estrutura voltada para hotel. Lá ainda se encontra um brasão do Mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, esculpido em 1779.





 Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes - RCAT



Atualmente, o Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT), leva o nome do patrono da Instituição e atua em missões específicas que indiquem a conveniência da utilização do policiamento montado, especialmente nos locais onde há grande concentração de público em geral, causando o impacto de segurança objetiva e subjetiva, devido ao efeito psicológico causado pelo porte e mobilidade do animal.



O RCAT é uma unidade integrada ao sistema do Comando de Policiamento Especializado (CPE), que compreende: GATE, ROTAM, BPChoque, Polícia de Trânsito, Polícia Rodoviária, Polícia de Meio Ambiente e o GER. A Cavalaria possui cerca de 440 policiais militares (cavalarianos) e 226 cavalos (semoventes), utilizados no policiamento ostensivo montado de logradouros públicos, áreas comerciais, áreas residenciais, áreas industriais, em estádios, campos de futebol de várzea, operações de choque e eventos em geral.



Possui destacamentos policiais em alguns pontos estratégicos da Região Metropolitana de Belo Horizonte: bairros Cidade Nova e Capitão Eduardo; região do Barreiro e Pampulha {próximo ao Estádio de Futebol Governador Magalhães Pinto (Mineirão)}; cidade de Santa Luzia e mais recentemente na cidade de Betim.



Além disso, possui na cidade de Florestal, em convênio com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Núcleo de Reprodução Eqüino (NRE), o qual fornece os semoventes utilizados no policiamento. Os cavalos que se "aposentam", ou que por qualquer motivo não podem mais trabalhar, são encaminhados à Fazenda Capitão Eduardo, município de Belo Horizonte, divisa com Santa Luzia.



Na área social, o Regimento incrementa ainda mais o seu esforço participativo, e a Polícia Militar, através do CERCAT, o qual mantêm um programa voltado para pessoas portadoras de necessidades especiais e diversas patologias, como a síndrome de Down, por exemplo, utilizando-se para isso da Equoterapia.



A sede do RCAT, quartel dos Dragões da Incofidência, localiza-se a Rua Platina, 580, bairro Prado, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
 
Fonte : Wikipedia
Postado por: Natália Mayrink

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eu e mais sete amigos de faculdade resolvemos criar um blog sobre veterinária, gostaria muito que vocês entrassem no nosso blog,peço também que deixem recados, comentários,sugestões e que ajudassem na divulgação,e um trabalho sério e que está sendo feito com muita dedicação. O endereço do blog é: www.equipeveterinariafv2010.blogspot.com

Conto com vocês !   Um abraço!



Natália Mayrinck
Gostaria de pedir desculpas a todos que estão entrando no blog, sei que estou em falta com vocês,mas e que eu estava em época de provas na faculdade,infelizmente foi o motivo do meu sumiço,sempre que possível estarei aqui.Peço a todos que tenham um pouquinho de paciência e gostaria de agradecer a todos que estão entrando, deixando recados, conto com vocês! Um grande abraço!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Temer promete reunião sobre PEC 300 na próxima semana




A pressão de policiais e bombeiros aliada à crescente obstrução de deputados produziram resultado. Diante do pedido de dezenas de deputados, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), prometeu convocar uma reunião com os líderes na próxima semana para decidir a inclusão da PEC 300 na pauta.



“Naturalmente conversarei com os líderes para trazê-la a plenário”, afirmou Temer, em resposta ao deputado Paes de Lira (PTC-SP), que questionou a razão de a votação da matéria ter sido interrompida faltando quatro destaques. Temer explicou que não há impedimento regimental para a Casa interromper a votação de uma PEC.



Paralelamente a isso, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) encaminhou ofício à Mesa solicitando a inclusão da PEC 300 na pauta da Casa.



A PEC cria o piso salarial provisório a policiais e bombeiros militares de R$ 3,5 mil e R$ 7 mil (praças e oficiais, respectivamente). A matéria teve seu texto-base aprovado no início de março. Contudo, para concluir o primeiro turno de votação da matéria, a Câmara precisa apreciar quatro destaques que, na prática, desconfiguram a proposta.



Depois dessa fase, a matéria terá de passar por mais um turno de votação para, a partir de então, seguir ao Senado.




Vamos continuar as mobilizações e devemos informar a todos os companheiros de farda os ultimos acontecimentos para que haja cada dia mais um interesse maior por parte de todos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

QUANDO DEUS CRIOU O POLICIAL


Deus estava no sexto dia de horas extraordinárias, quando aparece um Anjo e lhe diz:
Estás levando muito tempo nessa criação Senhor!
O que tem de tão especial esse homem?
Deus respondeu: tu já viste o que me pedem neste modelo?
Um policial tem que correr 10 km por ruas escuras, subir paredes, pular muros, entrar em matagais, invadir casas que nem um fiscal de saúde pública ousa penetrar, e tudo isso, sem sujar, manchar ou rasgar o seu uniforme.
Tem que estar sempre em boa forma física, quando nem sequer lhe dão tempo para comer.
Tem que investigar um homicídio, buscar provas nessa mesma noite e, no outro dia, ir até o tribunal prestar depoimento. Também tem que possuir quatro braços, para poder dirigir sua viatura, atirar contra criminosos e ainda chamar reforço pelo rádio.
O Anjo olha para Deus e diz: quatro braços? Impossível!
Deus responde: não são os quatro braços que me dão problema e sim três pares de olhos que necessita.
Isto também lhe pedem nesse modelo? – pergunta o Anjo.
Sim, necessita de um par com raios-X, para saber o que os criminosos escondem em seus corpos; necessita de um par ao lado da cabeça para que possa cuidar de seu companheiro e outro para conseguir olhar uma vítima que esteja sangrando e ter discernimento necessário para dizer que tudo lhe sairá bem, quando sabe que isto não corresponde à verdade.
Nesse momento, o Anjo diz: descansa e poderás trabalhar amanhã.
Não posso, responde Deus! Eu fiz um policial que é capaz de acalmar ou dominar um drogado de 130 quilos sem nenhum incidente e, ao mesmo tempo, manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário. Ele estará sempre pronto para morrer em serviço, com sua arma em punho e com sentimento de honra correndo junto ao sangue.
Espantado o Anjo pergunta a Deus: mas Senhor, não é muita coisa para colocar em um só modelo?
Deus rapidamente responde: não. Não irei só acrescentar coisas, mas também irei tirar. Irei tirar seu orgulho pois, infelizmente, para ser reconhecido e homenageado ele terá que estar morto. Ele também não irá precisar de compaixão: pois, ao sair do velório de seu companheiro, ele terá que voltar ao serviço e cumprir sua missão normalmente.
Então ele será uma pessoa fria e cruel? - Pergunta o Anjo.
Certo que não – responde Deus.
Ao chegar em casa, deverá esquecer que ficou de frente com a morte, e dar um abraço carinhoso em seus filhos dizendo que está tudo bem.
Terá que esquecer os tiros disparados contra seu corpo, ao dar um beijo apaixonado em sua esposa. Terá que esquecer as ameaças sofridas, ao ficar desesperado quando o salário não der para pagar as contas no final do mês e terá que ter muita, mas muita coragem para no dia seguinte, acordar e retornar ao trabalho, sem saber se irá voltar para casa novamente.
O Anjo olha para o modelo e pergunta: além de tudo isso, ele poderá pensar?
Claro que sim! – Responde Deus.
Poderá investigar buscar e prender um criminoso em menos tempo que cinco juízes levam discutindo a legalidade dessa prisão… Poderá suportar as cenas de crimes às portas do inferno, consolar a família de uma vítima de homicídio e, no outro dia, ler nos periódicos que os policiais são insensíveis aos “Direitos dos Criminosos”.
Por fim, o Anjo olha o modelo, passa-lhe os dedos pelas pálpebras e fala para Deus:
tem uma cicatriz e sai água. Eu te disse que estavas pondo muito nesse modelo!
Não é água, são lágrimas… Responde Deus.
E por que lágrimas? – Perguntou o Anjo.
Deus respondeu:
Por todas as emoções que carrega dentro de si…
Por um companheiro caído…
Por um pedaço de pano chamado bandeira…
E por um sentimento chamado justiça!
És um gênio! – responde-lhe o Anjo.
Deus o olha, todo sério, e diz:
não fui eu quem lhe pus lágrimas… Ele chora, porque é simplesmente um homem!
Dedicado a todos os guerreiros anônimos, que deixam suas casas, famílias, amigos e sonhos, encarando a morte no combate à criminalidade, garantindo assim a ordem pública e zelando pela nossa segurança, mesmo que isso custe suas próprias vidas!
“O policial é um acadêmico, que um dia aprendeu na escola que nossas vidas têm mais valor que a dele.”
“… quando o céu está cheio… os anjos (Policiais) caminham pela terra.”


 BLOG OFICIAL DO CABO JULIO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Policiais militares que fazem partos Na corrida contra o tempo, PMs fazem das ruas uma maternidade a céu aberto

A “cegonha” às vezes veste farda, vem de viatura e transforma até mesmo a mais movimentada das avenidas em maternidade.
Ela entra em ação quando o relógio anda de forma acelerada, sem deixar tempo nem para a grávida chegar ao hospital para o parto. Estas “cegonhas” são policiais militares espalhados por todo Brasil.
Na corrida contra a violência urbana, os PMs acabam ajudando mulheres a darem à luz seus bebês por entre ruas da cidade. Isso acontece quando o caminho até o hospital pode colocar em risco a vida da gestante e da criança. São episódios raros, mas que dão um “toque materno” aos boletins de ocorrência.
Condições precárias
“A iluminação era o farol do carro. A maca, o chão sujo embaixo do viaduto. Tudo isso às 23h, em frente a uma favela, com mais de 200 pessoas assistindo”, conta Fábio da Silva, 30 anos, soldado da PM de São Paulo, ao descrever o cenário enfrentado por ele há 23 dias na zona leste da capital paulista, quando precisou fazer o primeiro parto de sua carreira. Nenês (sim, foram gêmeos) e mãe (a Tati, de “20 e poucos anos) passam bem, apesar do nascimento prematuro aos sete meses.
Condições adversas como a enfrentada pelo soldado Silva são praxe sempre que a Polícia Militar precisa fazer às vezes de “parteira”. “Não é uma ocorrência comum de ser atendida, mas quando acontece exige esforço físico e psicológico do policial, pois invariavelmente é uma situação de risco”, explica o sargento Francisco Gutemberg da Silva, que atua no Comando Geral da Polícia Militar da Bahia ao citar exemplos. “A mãe está em trabalho de parto em área de difícil acesso, não há ambulância para fazer o resgate ou o bebê já está nascendo na hora do socorro.”
O sargento nunca fez um parto de fato, mas conta que já participou de dois “quase partos”. “Em duas situações, os bebês estavam para nascer quando chegamos no local”, conta. “Mas conseguimos estabilizar a mãe e chegar até os hospitais, o que nem sempre é possível.”

Foto: Edu Cesar/Fotoarena Ampliar
Os PMs Silva e Reis: corrida contra o tempo e partos na rua
Maternidade a céu aberto
Segundo o Major Marcos Costa, responsável pela Polícia Militar do Ceará, o telefone da polícia 190 sempre é lembrado em situações de emergência. “Por isso, quando uma mulher entra em trabalho de parto e teme não conseguir chegar ao hospital, aciona a polícia por não saber o que fazer.”
Quase sempre o papel da PM no parto é centrado no “giroflex” da viatura. Com a sirene ligada, explica a assessoria de imprensa da Polícia Militar de Minas Gerais, o caminho é aberto para que a corrida até o hospital seja mais rápida e garanta a segurança da mãe e do bebê.
Nem sempre o fator trânsito permite que o trabalho da PM fique restrito ao transporte da gestante. Na cidade de São Paulo, marcada pelos engarrafamentos e longas distâncias entre um bairro e outro, as mãos dos policiais, vira e mexe, têm de fazer trabalho completo.
Nos últimos dois anos, só na capital paulista, foi realizada uma média de três partos por mês (66 no total). O soldado Ernesto Rocha dos Reis, 41 anos, por seis vezes já experimentou a “maternidade a céu aberto”. Ele trabalhava em Cidade Tiradentes, um dos bairros de São Paulo na periferia da zona leste, que só ganhou um hospital em 2008. “Não dava tempo de levar as mães para os médicos. Eu tinha que fazer o parto”, conta o soldado, que estava junto no parto de gêmeos da mãe Tati.
Trocar a morte pela vida
Se os médicos precisam de no mínino seis anos de graduação para atuar fazendo partos nos hospitais, os policiais militares completam apenas um curso básico de socorristas no início do treinamento para entrar na PM.
Por isso, só assumem o papel de “cegonhas de farda” em casos extremos, quando não há outra alternativa, nem mesmo com os serviços móveis de urgência (Samu). Salvar a vida da mãe e do bebê, muitas vezes, é o que recompensa o trabalho dos policiais convocados a fazer partos – eles fazem da intuição a principal arma.
“Nós que sempre lidamos muito perto com a morte, ficamos emocionados ao ajudar também a trazer vida para o mundo”, conta o Tenente-Coronel Djalma Beltrami, que trabalha no 5º Batalhão no Rio de Janeiro.
Há 15 dias, Beltrami viu o seu quartel ser transformado em maternidade. “Um homem apareceu pedindo ajuda para a mulher. Logo atrás, ela já estava com o bebê quase saindo... Fizemos o parto dela no batalhão mesmo”, conta.